INFORMAÇÕES ADICIONAIS

 

UTILIZAÇÃO DE AERÓDROMOS/ HELIPONTOS

 

  1. Nenhum aeródromo civil poderá ser utilizado por aeronaves civis se não estiver devidamente registrado ou homologado e, ainda, divulgado em pelo menos um dos componentes da Documentação Integrada de Informação Aeronáutica (IAIP). (NR) Portaria DECEA nº 39/SDOP, de 24 de agosto de 2010.
  2. Os aeródromos públicos podem ser utilizados por aeronaves em geral, em caráter comercial ou não, desde que observadas as características físicas e operacionais do aeródromo.
  3. Os aeródromos privados e os aeródromos públicos restritos só podem ser utilizados com permissão de seu proprietário, ressalvados os casos de aeronaves que  apresentarem defeitos em voo ou encontrarem condições meteorológicas adversas na rota.
  4. Os aeródromos privados abertos ao tráfego poderão ser explorados comercialmente desde que seus proprietários possuam delegação da exploração de aeródromos civis públicos por meio de autorização da SAC-PR.
  5. Os aeródromos privados, independentemente de permissão de seu proprietário, poderão ser utilizados por aeronaves militares, quando o interesse for de segurança nacional ou a necessidade de fiscalização assim o exigir.
  6. O piloto em comando é o responsável quanto à verificação das características físicas e operacionais dos aeródromos ou helipontos envolvidos com o voo.

NOTA 1: Helipontos sobre Plataformas Marítimas  São regulados por normas específicas e dedicados aos serviços e ao apoio às empresas que pesquisam ou   exploram reservas petrolíferas na costa brasileira. Essas plataformas geralmente mudam de localização e a natureza das atividades exige operações de helicópteros  em  condições especiais.

Esses helipontos não serão considerados para efeito de divulgação por meio de publicações de informações aeronáuticas. (NR) – Portaria DECEA nº 63/SDOP, de 21 de outubro de 2009.

 

POUSOS E DECOLAGENS EM PISTA DE TÁXI

 

De acordo com a portaria n° 215/DGAC, de 16 de novembro de 1981, publicada no Diário Oficial n° 225 de 27 de novembro de 1981, pistas-de-táxi poderão ser utilizadas, eventualmente, para pousos e decolagens de aeronaves. Segue o texto da Portaria.

 

I – As pistas de táxi dos aeroportos abaixo relacionados estão homologadas para operações eventuais de pouso e decolagem em caráter definitivo, respeitadas as seguintes limitações:

  1. – Será autorizada a operação nessas pistas somente quando a suspensão das operações aéreas, causadas por problemas nas pista de pouso, esteja estimada para   uma duração superior a 30 minutos.
  2. – Somente poderão ser realizadas operações VFR e IFR no período diurno.
  3. – O pouso com uso dos auxílios existentes deverá estar enquadrado na categoria de pouso convencional, não precisão (MDA).
  4. – Dependendo da posição da pista, a aeronave fará uso dos auxílios que venham atender a necessidade específica de pouso, sendo que a altura de decisão será função  do equipamento envolvido.
  5. – O pouso de aeronave, cujo voo esteja sendo conduzido VFR, obedecerá às normas  de tráfego aéreo estabelecidas para o aeroporto envolvido.
  6. – Somente serão autorizadas a utilizar essas pistas as aeronaves que se enquadrem nas seguintes condições :
    1. – Aeronaves turboélices, cuja distância máxima do eixo dos motores mais externos entre uma e outra asa seja igual ou inferior a 15m;
    2. – Aeronaves turbojato até 3 motores, cuja distância máxima do eixo dos   motores mais afastadas seja igual ou inferior a 14m;
    3. – Aeronaves cuja bitola do trem de pouso principal tenha no máximo 9m.
  7. – A pintura do número das cabeceiras das pistas e das áreas de toque somente ocorrerá quando a interdição da pista de pouso tiver duração superior a trinta dias.”

II – Relação dos aeródromos com pistas de táxi homologadas

SBKP - CAMPINAS / Viracopos, SP

SBCG - CAMPO GRANDE / Internacional, MS

SBGO - GOIÂNIA / Santo Genoveva, GO

SBPA - PORTO ALEGRE / Salgado Filho, RS

SBGL - RIO DE JANEIRO / Galeão – Antônio Carlos Jobim, RJ

São indicados a seguir as características, mínimos meteorológicos operacionais para pouso (teto e visibilidade), pesos máximos operacionais, observações cabíveis (se houver), aeronaves autorizadas e proibidas de operar nas pistas ora homologadas.
 

A - CAMPINAS / Viracopos, SP

 

1.  Dados da pista de táxi charlie

1-1. Designação da pista: 15R/33L

1-2. Dimensões da pista: 3240m × 23m

1-3. Natureza do piso: asfalto

1-4. Resistência do piso: PCN 56/F/B/X/T

 

2. Mínimos meteorológicos operacionais

2-1. VFR diurno: Pistas 15R/33L

2-2. IFR diurno: 

Pista 15R - 120m × 2400m (NDB-VOR)

Pista 33L - 120m × 2000m (NDB-VOR)

 

3.  Aeronaves autorizadas

3-1. Monomotores, bimotores e jatos executivos, pesando até 6,8t; EMB-120; HS-125; DC-3; FH-27; B-737; B.727-100 e B.727-200.

 

B - CAMPO GRANDE / Internacional, MS

 

1.  Dados da pista de táxi charlie

1-1. Designação da pista: 06L/24R

1-2. Dimensões da pista: 2500m × 23m

1-3. Natureza do piso: asfalto

1-4. Resistência do piso: PCN 48/F/B/X/T

 

2. Mínimos meteorológicos operacionais 

2-1. VFR diurno: Pistas 06L/24R

2-2. IFR diurno: Pistas 06L/24R - Conforme estabelecido nos procedimentos em vigor. 


3.  Aeronaves autorizadas

3-1. ACFT com envergadura até 17M.

 

C - GOIÂNIA / Santa Genoveva, GO

 

1.  Dados da pista de táxi alfa

1-1. Designação da pista: 14R/32L

1-2. Dimensões da pista: 1750m × 23m

1-3. Natureza do piso: asfalto

1-4. Resistência do piso: PCN 34/F/B/X/T

 

2. Mínimos meteorológicos operacionais 

2-1. VFR diurno: Pista 14R/32L


3.  Observações

3-1. A utilização da pista de táxi 14R/32L, para pouso e decolagem está condicionada a não haver aeronaves estacionadas no pátio I, defronte ao terminal de passageiros, exceto nas posições laterais números 1 e 6 bem como nas posições localizadas próximas ao hangar posicionado a sudeste do terminal de passageiros.

3-2. Obstáculos

  1. Hangar da AEROTEC com 9m de altura, situado a 160m da cabeceira 14R e afastado 90m à direita do eixo da pista;
  2. Poste de iluminação do pátio, com 22m de altura, situado próximo ao terminal de passageiros a cerca de 93,50m do eixo da pista.
  3. Hangar da EMSA com 10m de altura, situado a 380m da THR 32L e afastado 115m à esquerda do eixo da pista.
  4. Hangar para estacionamento de aeronaves (INFRAERO), com 9M altura, situado a 280M da THR 14R e afastado 88m à direita do eixo da pista.

 

4.  Aeronaves autorizadas

4-1. Estão autorizados os pousos de aeronaves à reação até o porte do B-727-100, desde que o ACN das mesmas seja menor ou igual a 34.

 

D - PORTO ALEGRE / Salgado Filho, RS

 

1.  Dados da pista de táxi delta 

1-1. Designação da pista: 11L/29R

1-2. Dimensões da pista: 1235m × 22m

1-3. Natureza do piso: asfalto

1-4. Resistência do piso: PCN 55/F/A/X/T

 

2.  Mínimos meteorológicos operacionais

2-1. VFR diurno: Pista 11L/29R: 450m × 5000m

 

3.  Observações 

3-1. Quando da operação da pista 11L/29R, fica interditado parte do pátio civil; visto que   as aeronaves deverão utilizar-se somente das áreas próximas ao terminal de carga e casa de força, a fim de livrar a rampa de transição.

3-2. Os seguintes Obstáculos devem ser observados:

A edificação do serviço contra-incêndio, distante cerca de 90m do eixo da pista, fere a rampa de transição

3-3. A cabeceira 11L foi afastada de 365m a fim de livrar obstáculos que feriam o plano da zona de proteção.

 

4.  Aeronaves autorizadas

4-1. Monomotores, bimotores e jatos executivos, pesando até 6,8t; EMB-120; HS-125; DC-3; FH-27.

 

E - RIO DE JANEIRO / Galeão – Antônio Carlos Jobim, RJ

 

Dados da pista de táxi bravo

 

1-1. Designação da pista: 15L/33R

1-2. Dimensões da pista: 2487m × 24m

1-3. Natureza do piso: concreto

1-4. Resistência do piso: PCN 73/B/X/U

1-5. Zona de parada: 60m x 62m

 

2.  Pista de táxi november

2-1. Designação da pista: 10R/28L

2-2. Dimensões da pista: 3583m x 25m

2-3. Natureza do piso: concreto

2-4. Resistência do piso: PCN 78/R/A/W/T

2-5. Zona de parada: 60m x 62m

 

3.  Mínimos meteorológicos operacionais

3-1. VFR diurno: Pistas 10R/28L e 15L/33R 

3-2. IFR : inexistente